A sina dos Barcos

Seguro tuas mãos,

enquanto buscam nas minhas o que ainda não têm.

Abraço teu corpo miúdo,

enquanto achas que sou o mais forte.

Afago teus cabelos longos,

buscando em ti a extensão da minh’alma.

És um barco ancorado, em construção; 

moldado pra águas profundas…

Enquanto não navegas,

deixe-me limpar  teu casco,

esticar tuas velas,

segurar  teu leme,

até que que um dia então, 

possas definir teu norte.

E aí,

só aí,

quebrarás a champagne,

desatarás o nó,

deixarás o teu porto seguro.

E mesmo na lágrima do adeus,

ficarei feliz,

contemplando a tua partida,

ao pôr do meu sol.

Feliz, sim,

pois esta é a sina dos barcos.

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Luciano Gouvea

Autor de Shekinah e Coração Tuaregue

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