Histórias de um Zé

Esta série de contos é baseada nas histórias do meu Zé preferido. Meu avô, José Izalino, o seu Zé. Posso afirmar com toda convicção que ele foi a pessoa mais divertida e mais gostosa de se estar ao lado que encontrei até hoje. As suas histórias, o seu humor e sua “braveza” coloriam cada momento. Vô Zalino conseguia trazer humor para qualquer situação, mesmo sem querer. 

Tudo nele era engraçado ou peculiar… tinha seu próprio estilo, misturando a raiz caipira com a vida na cidade pequena, que é quase tão caipira quanto a vida no roça. Tinha muitas mania; algumas inusitadas e algumas simples, como a de ter a mesma garrafa de café azul por anos e anos a fio; as sandálias de couro, no melhor estilo apóstolo de Jesus Cristo; o relógio “Orient” prata, praticamente um certificado de idade avançada; o “boa noite” ao apresentador do jornal nacional, imperdível antes de ir dormir e o torresmo aos Sábados, comprado no bar do tio Pedro. Todas as manias que ele tinha eram leves e nunca pesavam sobre ninguém. Por isso, eram vistas com humor e carinho por todos.

Nesta série de contos pretendo resgatar algumas das histórias do vô, que mantiveram a nossa família unida ao redor da mesa e entreteram-nos por tantas e tantas vezes. Também trago elementos de ficção e personagens de outras histórias, que estarão “emprestados” nos contos de um Zé e que fizeram parte da minha infância e adolescência. Muito do que está nos contos aconteceu e é verdade; talvez as partes mais absurdas sejam baseadas em estórias verdadeiras. Algumas coisas são criadas para preencher o espaço entre a o que sei e o que imagino e esses elementos se sustentam na licença poética.

Quando eu chegava na casa do meu avô, eu costumava bagunçar o cabelo branco e liso, que o vô insistia em pentear para o lado esquerdo. Ele fingia que ficava bravo e me xingava até não poder mais… agora procuro organizar as minhas memórias, tentando colocá-las em ordem e assim resgatar, para sempre, a memória de uma das minhas pessoas favoritas… daquele que tanto amei e por que não dizer, daquele que ainda amo. 

Espero que você leitor possa viajar comigo nessas estórias e vislumbrar um mundo muito mais engraçado, que existia quando o vô Zalino era vivo.

😉

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Luciano Gouvea

Autor de Shekinah e Coração Tuaregue

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