Minas

Nascente d’água refletindo o azul.

O ar das montanhas…

raro efeito.

O choro mineral,

d’onde brota a vida.

A terra ferida,

nunca lamenta.

AMAmenta

seu povo.

Cheiro de pão-de-queijo.

Cheiro de pão e de queijo.

Ah, o café de Minas…

Pamonha,

cural,

milho.

O gado, o cavalo e o amor.

O nelore e o Marchador.

Montanhas desiguais,

elevam-se em Minas

Buscando tocar o céu das Gerais.

Nas beiras,

cachoeiras.

Ladeiras.

Brincadeiras.

Nos bares,

ares,

bucólicos;

Melancólicos.

A pinga.

Malvada mandinga.

Nos alambiques de uns,

bebuns.

A voz de um povo que canta,

o nome da santa.

É a fé, nunca perdida.

Na serva Nhá Chica.

Minas…

Há tempos vieram e rasgaram teu couro.

Perfurando teu solo,

querendo de novo.

Mas teu maior patrimônio

Nem prata, nem ouro,

Tua riqueza, Óh minas,

É teu povo,

Teu povo!

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Luciano Gouvea

Autor de Shekinah e Coração Tuaregue

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